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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Links - JonalismoxEducação Ambiental

Indicação de revistas eletrônicas:

No portal Sielo:

Revista Ambiente e Sociedade. Disponível em: http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?script=sci_serial&pid=1414-753X&lng=pt&nrm=iso Acesso em: 06 ago. 2009.

Estudos sociedade e agricultura. Disponível em : Acesso em: 06 ago. 2009.

Ciência & Educação. Disponível em: Acesso em: 06 ago. 2009.

No portal BOCC - Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação:

Jornalismo. Disponível em: Acesso em 06 ago. 2009.

Sociedade e Media. Disponível em: Acesso em 06 ago. 2009.

Indicação de artigos:

ROCHA, Paula Melani. A importância da formação do profissional jornalista e sua relação com o meio ambiente social no século XXI, 2003. Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/rocha-paula-importancia-da-formacao-do-jornalista.pdf > Acesso em: 06 ago. 2009.

SOUZA, Pedro Jorge. As notícias e os seus efeitos. As teorias do jornalismo e dos efeitos sociais dos media, 1999. Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=sousa-pedro-jorge-noticias-efeitos.html > Acesso em: 06 ago. 2009

SOUZA, Pedro Jorge. A teoria do agendamento e as responsabilidades do jornalista ambiental: uma perspectiva ibérica, 2008. Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/sousa-jorge-pedro-teoria-do-agendamento.pdf> Acesso em: 06 ago.2009.

YEARLEY, Steven, Ciência social ambiental e a distinção entre uso de recursos e poluição industrial: reflexões sobre um estudo comparado internacional, 2006. Disponível em: < http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1414-753X20060001&lng=pt&nrm=iso> Acesso em: 06 ago. 2009.

VEIGA, José Eli da. A dimensão rural do Brasil, 2005. Disponível em: < http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-058020050001&lng=pt&nrm=iso> Acesso em: 06 ago. 2009.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

JornalismoxEducação ambiental

Eu quero realizar uma pesquisa a respeito de como o jornalismo interfere na educação ambiental. Muito se fala de aquecimento global, desmatamento, poluição da água, extinção de animais e outros assuntos relacionados a destruição dos recursos naturais. Mas o que, nós, como profissionais do jornalismo podemos fazer para contribuir?
Mostrar a responsabilidade dos meios de comunicação na construção de uma sociedade consciente da importância da preservação do ambiente em que vivemos é o objetivo do estudo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Jornalismo On-line

A Internet veio revolucionar o jornalismo e a forma como trabalham os jornalistas. A afirmação é muitas vezes repetida, mas ainda não estão devidamente analisadas e explicadas todas as influências e mudanças introduzidas pelo novo meio.

Ainda é muito cedo para afirmar qual o futuro do jornalismo na era da internet, pois tudo tem seu lado positivo e também o negativo onde deverá causar muitos estragos. O jornalismo impresso perde seu fôlego com o passar dos anos, por causa da facilidade que a plataforma digital oferece, onde você pode atualizar a notícia minuto a minuto. Onde as pessoas encontram a informação sem nenhuma despesa financeira.

“Pela primeira vez, num só meio, juntam-se o texto, o som e a imagem”, defendeu, numa conferência em Braga, Ignacio Ramonet. Em relação aos meios utilizados anteriormente esta será, certamente, uma vantagem dado que nem a imprensa, a rádio ou a televisão o poderiam fazer.

Hoje é possível utilizar estes três recursos num único lugar, e o melhor você pode postar em qualquer horário, não precisa esperar a edição do dia seguinte. E o mais importante qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento irá conseguir gravar e colocar na internet seja no blog, site ou no yotube o mais famoso acervo de vídeos do Mundo.

Pode ainda apontar-se outro proveito que pode ser retirado da Internet e que nenhum meio de comunicação tradicional consegue que é atingir, o alcance planetário. É sabido que, em muitos países, a internet ainda é um bem de luxo, com acesso limitado a poucos indivíduos, mas teoricamente é possível, com facilidade, a troca de informação entre duas ou mais pessoas, localizadas nos mais longínquos lugares, desde que tenham acesso a um computador com modem e uma linha telefônica. Tudo isto em tempo real.

Hoje qualquer pessoa tem acesso à internet, seja no trabalho, faculdade, em casa ou na Lan House. A maioria das pessoas prefere utilizá-la como rede de relacionamentos, onde o site mais popular é o Orkut, onde milhares de pessoas trocam recados, postam fotos, vídeos e fazem de sua vida um livro aberto. O mais gostoso da internet é saber o que acontece em qualquer lugar do mundo em tempo real. Porém para muitos é uma alternativa de estar mais próximo da família, pois moram em outros países e se comunicam através deste meio de comunicação, onde é possível acompanhar a imagem ao vivo por meio da web cam.

A constatação de que os jornalistas usam a rede para a procura de dados é complementada pelo fato dos computadores serem, hoje em dia, ferramentas indispensáveis nas redações. Com o aumento dos conhecimentos sobre a utilização das novas ferramentas, o acesso às informações fica facilitado.

Hoje não saber utilizar o computador é ser analfabeto na era digital, por tanto os jornalistas utilizam a internet como acervo de pesquisa e também para troca de e-mails entre eles e os assessores de imprensa que alimentam os jornalistas com o release.

Por outro lado, a Internet enquanto espaço de publicação jornalística implica também mudanças na forma como os jornalistas realizam o seu trabalho, quando este se destina a publicações online. Os jornais estão limitados à apresentação linear, informação oferecida numa determinada ordem que o utilizador não pode controlar exceto se mudar para outra notícia ou virar a página.

Acredito que a internet apesar de ser um remédio que deve ser consumido moderadamente, pode trazer grandes benefícios para quem usufrui dele. O que falta muitas vezes é o bom senso de quem usa em utilizá-lo da maneira mais eficiente, sugando dele o melhor que é um grande acervo de pesquisa.

Disponível em:http://bocc.ubi.pt/pag/barbosa-elisabete-interactividade.pdf
Acessado em: 25 jul 2009

jornalismo na Internet

A internet é o único meio de comunicação que consegue unir todas as ferramentas em um único lugar. Através deste meio podemos assistir vídeos, ver fotos, ouvir áudio e tantas outras qualidades que somente podemos encontrar nela. Podemos ver as imagens pela tela do computador, onde podemos acompanhar qualquer acontecimento no mundo em tempo real. E o melhor que o custo para manter um site ou um blog é praticamente nulo, pois não temos despesas com gráfica e distribuição do material. Na internet os sites são direcionados para determinado público, facilitando o nosso interesse pela procura da informação.

O jornalismo, as relações públicas e a publicidade são as atividades que se confundem pelo fato de utilizarem suporte comum (jornal, rádio, TV e cinema) para a mensagem dirigida a um grande público. A informação jornalística ainda difere da informação publicitária e de relações públicas pela periodicidade, atualidade e difusão.

O jornalista tem o dom de investigar e informar a população do que está acontecendo em âmbito regional ou nacional, sendo responsável pela divulgação da informação de forma correta, dando ao leitor oportunidade de ler e ter sua opinião sobre determinado assunto. Nós como formadores de opinião temos a obrigação de orientar a respeito do que está acontecendo ao seu redor e, sobretudo, sobre os fatos que sucedem em todo o muno globalizado.

As tecnologias de comunicação periodicamente resultam em significativas transformações na sociedade e causam grandes mudanças de hábitos e de comportamento. Cada um no seu tempo, o telégrafo, o telefone e o aparelho de fac-símile deixaram suas marcas no comércio, na vida profissional e nosso cotidiano. Agora chegou a vez da internet, oferecendo amplos recursos técnicos e um novo suporte para as mais diversas atividades.

A internet chegou e nós ficamos reféns dela, onde ela tornou-se uma refeição indispensável, quanto mais nos alimentamos dela, mas fome sentimos pela informação. Hoje ser jornalista é saber utilizar todas as potências que a internet oferece, saber apurar as informações através dela, podemos ainda trocar e-mails, conversar em tempo real sem precisar pagar por isso. Ela conseguiu unificar todas as ferramentas que um jornalista tinha há décadas, como a máquina de escrever, telefone, fax, vários equipamentos num único lugar, e o melhor é pode levar seu notebook para qualquer região do mundo e mesmo assim poderá ter acesso a tudo num piscar de olhos.

Fonte: Pinho, J. B. Jornalismo na Internet: Planejamento e produção da informação on-line. São Paulo:Ed. Summus, 2003.

Fórmula matemática calcula qualidade do texto jornalístico

Resenha do artigo científico "Texto inteligente e qualidade (quase) zero", de João Canavilhas, Universidade da Beira Interior (2002)


Este artigo é uma proposta de criação de parâmetros para a avaliação e o julgamento de textos jornalísticos, com o objetivo de considerá-lo com ou sem Qualidade.

Com uma linguagem simples, narrada em terceira pessoa, o artigo é dividido em sete capítulos, e logo se mostra uma leitura rápida e interessante.

Ao falar em Qualidade e Satisfação, João Canavilhas apresenta uma fórmula matemática como base de cálculo de um bom texto. Sendo qualidade igual a Q, expectativa igual a E e a satisfação do leitor igual a S, pode-se dizer que Q=E/S, ou seja, a qualidade é igual ao quociente entre a expectativa e a satisfação.

A Qualidade é Ótima quando o quociente é igual a um (1), caminhando-se para a Qualidade Total à medida que o valor se aproxima de zero, não sendo possível atingir essa qualidade pela impossibilidade matemática do quociente referido ser igual a zero.

Segundo João Canavilhas, essa fórmula pode ser aplicada em todos os formatos jornalísticos, seja jornal, rádio ou TV, mas em todos a qualidade não será satisfatória, pois são restritos.

É nesse contexto em que surge um novo meio, o webjornalismo, ou como batiza Canavilhas, o ‘texto inteligente’, que une sons, imagens, textos e hiperligações de forma flexível e dinâmica.

Em relação ao texto verbal, é através de hipertextos (links) que se cria uma das maiores interatividades entre jornalista e leitor, pois este último tem a possibilidade de contribuir na elaboração da notícia, escolhendo assuntos de seu interesse.

Tratando-se do texto não verbal acontece o mesmo fenômeno, pois o internauta pode pausar o vídeo quando quiser, o que não acontece na TV (analógica).

A fórmula construída por João Canavilhas é muito válida, sendo que recomendo sua resenha para todos acadêmicos e estudiosos de comunicação que buscam escrever um bom texto.

João Canavilhas é doutor e especialista em ciberjornalismo, sendo um dos primeiros a abordar as especificidades do jornalismo produzida para a web em Portugal.

João Alberto Pereira é acadêmico de jornalismo do IBES Sociesc.

A Internet e o novo papel do jornalista

O uso da internet está influenciando cada vez mais a maneira de fazer jornalismo. Esta influencia pode ser percebida em vários aspectos. O primeiro deles é a mudança que ocorre no próprio profissional da comunicação que precisa fazer algo mais além de contar um fato. O papel do jornalista como interprete dos acontecimentos será expandido e eles serão fundamentais na relação com a comunidade conforme Pavik (2001).
A mudança nos profissionais on-line deve começar na própria formação. Na área das novas mídias, além de dominar as ferramentas já conhecidas no mundo jornalístico, necessário ter conhecimento em linguagem HTML, construção de sites, edição de áudio e vídeo e técnicas de programação de web para adicionar elementos multimídias ao texto.
Sobre o conhecimento técnico Eric Mayer (2001) afirma:
“Os conhecimentos técnicos são importantes. No entanto, mais importante é a compreensão solida de como procurar informação significativa, organizá-la de modo eficiente e apresentá-la de forma que a audiência aprecie”.
Sendo assim, mesmo com a importância do contato com a técnica, um jornalista não pode deixar de lado a bagagem profissional, com boas formas de entrevista, capacidade de pesquisa, bom texto e flexibilidade. Fatores que ajudam na construção de um pensamento critico. Indispensável também, é identificar o que tem espaço na internet, fóruns, áudio, vídeo ou documentários para cativar o publico. Como colocado por Concha Edo (2000), com a chegada da web, o jornalista passa a ser um “fornecedor de conteúdo, tanto para jornais, como para radio TV e internet”. Sendo assim, esta nova tecnologia exige profissionais mais versáteis e atualizados, preparados para qualquer desafio.
Com o advento da internet agilidade e instantaneidade são fundamentais. Porém a qualidade das publicações não pode ser deixada de lado. Conforme Leah Genty (1998), “assim, não deve haver publicação instantânea: ninguém deve colocar on-line um texto que não tenha passado pelo processo de edição”.
Como a internet ganha espaço a cada dia, existem rumores de que a profissão do jornalista está em risco. No entanto, concordo com a opinião de Helder Bastos (2000) quando ele defende que o “jornalismo terá todas as condições para ser reinventado, em vez de, como proclamam alguns, ser gradualmente eliminado”. Pelo contrário, um novo suporte midiático é uma nova oportunidade profissional. Na internet o acesso a publicações é muito facilitado, para qualquer cidadão. E desta forma, as portas para informações sem qualidade e fundamentos estão abertas. É diante deste cenário que Ricardo Jorge Pinto e Jorge Pedro Souza (1998) indicam que “essa poderá ser uma das funções futuras dos jornalistas: filtrar as informações da net”.
Este ponto de vista abre um leque de possibilidades e é muito interessante, levando em conta que, os cidadãos (mais esclarecidos) estão cientes do risco que correm ao acessar qualquer fonte de informação. Neste sentido, os jornalistas têm muito a oferecer pela aptidão e sensibilidade que a profissão exige para selecionar e divulgar apenas as boas informações para seu publico. O jornalista está novamente muito próximo do consumidor e retoma o papel de mediador entre internet e notícias de valor com a comunidade.

AROSO, Inês Mendes Moreira. A Internet e o novo papel do jornalista. Disponivel em:<http://www.bocc.ubi.pt/pag/bianco-nelia-internet-mudanca-jornalismo.pdf> Acesso em: 29 jul. 2009.

Entre um bom repórter e um bom assessor

Resenha do Capítulo 2 do livro "Assessoria de Imprensa: como se relacionar com a mídia" de Maristela Mafei
No segundo capítulo do livro “Assessoria de Imprensa: Como se relacionar com a mídia”, Maristela Mafei trata das qualidades que um assessor de imprensa precisa ter e de como ele deve conquistar a confiança da imprensa.
Segundo a autora, um bom assessor de imprensa tem muito de um bom repórter. Ele deve ter faro de repórter para apurar as informações de seu cliente, buscar dados que compõem a notícia e buscar fontes confiáveis tanto dentro como fora da organização. Na hora da divulgação ele tem a obrigação de ajudar seu assessorado a identificar se a informação que ele pretende liberar é ou não de interesse público e, consequentemente se há ou não a possibilidade de virar notícia.
“Um bom assessor de imprensa é aquele que reconhece os limites éticos de sua atuação e não os ultrapassa. Não mente, não engana, não ameaça, não oferece vantagens a jornalistas em troca da inserção de reportagem positiva sobre seu cliente”. (MAFEI, 2007)
Quando um jornalista recebe de um assessor uma opção de pauta enganadora, ele imediatamente tende a considerar todas as sugestões deste cliente como não confiáveis. E além do mais, o jornalista pode interpretar que este cliente não o considera um bom profissional, e que é incapaz de julgar uma boa pauta.
Também existe o contrário nesta situação, quando os jornalistas não estão habilitados, por algum motivo, para identificar a validade de uma pauta e acabam tornando-se porta-vozes de instituições. O pior nesta situação é quando os dados divulgados não estão exatos ou, incorretos.
Atualmente, o assessor de imprensa tem não apenas que garantir que informações sobre seu cliente sejam publicadas pela imprensa, mas deve ser um gestor estratégico. Faz parte deste papel ter em mãos bons planos de gerenciamento de crise e garantir que eles sejam postos em prática da maneira e no momento certos para que sua organização saia desta crise com a imagem o menos arranhada possível. Para isto, é responsável por criar e manter uma rede de relacionamentos sustentáveis que garantirão a sobrevivência da imagem da organização em momentos de crise.
Muitas vezes, assessores e imprensa estão de lados completamente opostos, o que é considerado como interesse público para um não o é para o outro. O assessor tem que ter claro na sua mente que ele defende o interesse de seu cliente e não o dos jornalistas. Por isso ele tem que saber levar esta situação de forma racional. E entender até onde o interesse público se sobrepõe ao interesse de seu assessorado.
Quando a situação é a inversa é mais fácil, jornalistas e assessores têm objetivos em comum, os assessores trabalham para intensificar o fluxo de informações entre os meios de comunicações e a sociedade e com isso podem facilitar o acesso dos jornalistas às fontes. Se a regra deste relacionamento for o profissionalismo embalado pela ética não é preciso ter medo deste relacionamento, já que, ao fim de tudo quem sai beneficiado é o público que cada vez mais busca informações sobre as instituições com as quais se relaciona.
O que vem por aí é um novo modelo de comunicação, o que o pesquisador Bernard Miége chama de “relações públicas generalizadas”. Onde a partir de 1970 instituições sociais de todo tipo buscam a adesão aos seus interesses. Não tratando apenas disso, mas de ativar mudanças sociais e culturais para toda sociedade. Exemplo disso é que atualmente muitas instituições apostam em assessores de comunicação para gerenciar seu relacionamento com o público o que até anos atrás era raro.
Cada vez mais perde o sentido a briga entre assessores de imprensa e jornalistas de redação. É preciso reconhecer um aliado e não um adversário quando um olha para o outro. Entretanto, para que isso aconteça, assessores devem aprender a lidar e a respeitar os prazos, os interesses e as obrigações que um jornalista tem que cumprir. Assim como o jornalista deve reconhecer a importância das informações liberadas pelos assessores. Em tempos como esses, em que a comunicação gere a vida da sociedade, assessores e jornalistas devem aprender a conviver, mais do que isso, devem aprender a trabalhar um com o outro, cada qual defendendo seu lado e seus interesses, mas, respeitando o outro.



Referência
MAFEI, Maristela. Entre um bom repórter e um bom assessor. In: MAFEI, Maristela. Assessoria de Imprensa: como se relacionar com a mídia. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2007. p. 25-30.

Estilo Magazine – O texto em Revista

“Além de visualmente mais sofisticada, outro fator a diferencia sobremaneira do jornal: o texto. Com mais tempo para extrapolações analíticas do fato, as revistas podem produzir textos mais criativos, utilizando recursos estilísticos geralmente incompatíveis com a velocidade do jornalismo diário.”
A revista é um suporte midiático informativo como outros. Pode ser segmentada, falando de assuntos específicos ou trazer variedades. As revistas semanais possuem a característica de fechar as lacunas de informação deixadas pelos demais veículos de comunicação a cerca das noticias do cotidiano.
O tempo disponível para produção da revista lhe dá a oportunidade de somar ao material já exposto por outras mídias (mais imediatas / simultâneas como rádio ou TV), pesquisas e um acompanhamento mais profundo dos acontecimentos. Busca informações sobre o antes, durante e o após, e consegue proporcionar assim, uma visão geral dos fatos. Outro ponto positivo deste suporte é a liberdade de criação que o meio oferece aos autores.
Segundo Sergio Vilas Boas (1996), as revistas exigem dos profissionais textos elegantes e sedutores. Para que o leitor seja cativado e não abandone a leitura de seu material sem chegar ao fim.
Para qualquer jornalista, experiente ou não, escrever para revista é um grande desafio pelo padrão de qualidade que este meio exige. Segundo o autor, um bom começo para chegar a um bom resultado é pensar.
“Pensar porque escrever é fazer funcionar de modo organizado a lógica do pensamento. Sem isso, dificilmente um texto mais longo alcançaria seu objetivo maior: prender a atenção do leitor do inicio ao fim.”
Superada a fase da organização dos pensamentos e das idéias é necessário buscar um rumo harmonioso e sedutor para o texto. Na correria das redações é pouco comum a elaboração de textos leves, humorados e com toques, mesmo que sutis, do autor. Isso faz com que os textos se tornem comuns, de serie como se concebidos em linhas de produção nas indústrias.
Nas revistas este tipo de carência textual deve ser suprido. Uma forma é encontrar um tom, ou seja, uma linguagem apropriada para o contexto do assunto abordando, dando ritmo a produção e a leitura.
Como sugere Humberto Werneck, redator chefe da Playboy, criar e seguir um roteiro facilita a produção. Ele também acrescenta que é fundamental gerar um bom encadeamento para o texto, ou seja, fazer boas passagens. “É preciso que o texto mesmo sinuoso, escorra sem descontinuar. Porque quando você deixa uma fissura o leitor pode escapulir.”
No momento da escolha do tom que será seguido, é necessário ter claro a abordagem e o objetivo. “Ao procurar o tom, por exemplo, não pense em humor se sua reportagem for sobre um crime que abalou a opinião publica. Seria suicídio.”
É preciso ter atenção e cuidado na escolha do tom (humor, tragédia, drama, tensão) mas, de maneira alguma ele pode ser deixado de lado nos textos para revista. A tonalidade é a característica que mais diferencia este veiculo de um jornal, por exemplo, que busca neutralidade.
Outro fator indispensável no projeto deve ser considerar os fatores geradores e agregados ao fato ou a noticia que criou a pauta. Detalhes deste tipo são considerados um bom tempero, segundo o autor.
Entender sobre o assunto abordado e ter muita informação sobre ele, além de facilitar a interpretação ajuda na elaboração da matéria. Sem conhecimento e bons argumentos o texto não ganha sustentação, e consequentemente está fardado ao fracasso. Villas boas sugere: “Construa-o com a mesma fome que o leitor lerá.”


BOAS, Sergio Vilas. Estilo magazine : o texto em revista. São Paulo: Summus, 1996